A
regionalização do espaço geográfico mundial
A divisão dos continentes.
· Regionalizar
significa dividir, classificar ou agrupar regiões de acordo com características
comuns, de acordo com uma finalidade específica.
· Tem
como objetivo exercitar uma visão processual no estudo da dimensão espacial dos
fenômenos e acontecimentos que marcaram a geografia mundial tendo a finalidade de compreender o
espaço mundial. Pode ser estabelecida segundo diferentes critérios e tendo em
vista diferentes interesses: políticos, econômicos, administrativos, de
divulgação de dados estatísticos e planejamento.
o
Brasil
por regiões
o
América
geográfica e/ou cultural.
o
África
por natureza ou etnia/cultura.
o
Europa
Oriental e Ocidental.
· Pode
também expressar uma relação de poder sobre territórios oficialmente
delimitados.
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A dinâmica dos países do globo muda com o decorrer da história em função de novas metodologias, conceitos e transformações dos arranjos socioeconômicos e geopolíticos entre os Estados. Mapa do passado não retrata os mesmos Estados de hoje.
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A dinâmica dos países do globo muda com o decorrer da história em função de novas metodologias, conceitos e transformações dos arranjos socioeconômicos e geopolíticos entre os Estados. Mapa do passado não retrata os mesmos Estados de hoje.
· Pode ocorrer em função de elementos da
natureza e das sociedades.
A Regionalização
Nacional
Regiões geoeconômicas: Divisão do Brasil por critérios econômicos
A
divisão oficial do Brasil em cinco regiões foi criada, em 1969, pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística.
Antigas regionalizações do território
brasileiro.
Em 1967, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger propôs outra divisão regional para o país, dividindo-o em três regiões geoeconômicas ou complexos regionais.
Baseando-se no processo histórico de formação do território brasileiro e levando em
conta, especialmente, os efeitos da industrialização, buscou reflexão nos mais profundos contrastes do país.
De
acordo com Geiger, são três as regiões geoeconômicas:
Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.
Essa
organização regional favorece a compreensão das relações sociais e políticas do
país, pois associa os espaços de acordo com suas semelhanças econômicas,
históricas e culturais.
Diferentemente da divisão proposta
pelo IBGE (Modelo contemporâneo), os complexos regionais não se limitam apenas às fronteiras entre os
Estados. Nessa regionalização, o norte de Minas Gerais, por exemplo,
encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro está
localizado no Centro-Sul.
Essa organização regional é muito útil
para a geografia, pois oferece uma nova maneira de entender a história da
produção do espaço nacional.
Região geoeconômica Amazônia
É
a maior das três. Tem aproximadamente 5 milhões de km2, extensão que corresponde a quase 60% do território
brasileiro. Compreende todos os Estados da região Norte, com exceção do extremo sul de Tocantins, além de abranger o oeste do Maranhão e praticamente todo o Mato Grosso.
Apesar
de sua dimensão, possui o menor número de habitantes do país. Em muitos pontos
da região acontecem os chamados "vazios demográficos" (anecúmeno) e
assim ocorrem muitos conflitos fundiários. A maioria da população está
localizada nas duas principais capitais do complexo, Manaus e Belém.
Na economia predominam o extrativismo
animal, vegetal e mineral. Destacam-se também o polo petroquímico da Petrobras
e a Zona Franca de Manaus que fabrica a maior parte dos produtos eletrônicos
brasileiros.
Região geoeconômica Centro-Sul
Abrange
as regiões Sul e Sudeste (exceto o norte de Minas Gerais), Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o sul de Tocantins. Compreende
aproximadamente 2,2 milhões de km2. É a região mais
dinâmica do ponto de vista econômico. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as cidades de
maior destaque.
O
Centro-Sul é o principal destino de migrantes de diversos pontos do país e onde
se encontra cerca de 70% de toda a população brasileira (área ecúmena).
Possui a economia mais diversificada,
baseada na agricultura de exportação e, principalmente, na indústria. É
responsável pela produção da maior parte do Produto Interno Bruto nacional.
Região geoeconômica Nordeste
Com
uma área de aproximadamente 1,5 milhões de quilômetros quadrados, é a segunda
do país em população. Inclui o norte de Minas Gerais onde se localiza o Vale do Jequitinhonha e todo o Nordeste da divisão oficial (com exceção do
oeste do Maranhão) .
Historicamente,
é a mais antiga do Brasil. É também a mais pobre das regiões, com números
elevados de mortalidade infantil, analfabetismo, fome e subnutrição.
A população do nordeste é mal
distribuída. Cerca de 60% fica concentrada na faixa litorânea e nas principais
capitais. Já no sertão e no interior, os níveis de densidade populacional são
baixos, devido, em grande parte, à seca, o que ocasiona grandes fluxos
migratórios para outras regiões brasileiras, inclusive para o litoral do
próprio nordeste.
Outra regionalização para um Brasil
contemporâneo foi elaborada pelos geógrafos Milton Santos e Maria Laura
Silveira, onde dividiram o Brasil em quatro regiões: a Amazônia, o Centro
Oeste (incluindo Tocantins), o Nordeste e a que foi denominada região concentrada abrangendo os
estados do sul e sudeste do Brasil. O critério para essa divisão regional é o
acúmulo de ciência, tecnologia e informação, sendo a
região concentrada a que apresenta os setores econômicos mais avançados do
país.
Região Metropolitana – são
espaços urbanizados, atualmente delimitados pelos governos estaduais, que se
estendem para além dos limites de um município e se caracterizam pela densidade
de ocupação e pela concentração de atividades econômicas e intensos fluxos e
relações no seu interior.
Foram
criadas para permitir o planejamento conjunto dos sistemas de transporte,
saneamento, abastecimento, saúde e coleta de lixo (entre outros), já que os
municípios que a compõem apresentam forte interdependência entre si em termos
de infraestrutura.
Urbanização:
O processo de conurbação (unificação de duas
ou mais cidades) é uma das características dos grandes centrou urbanos do nosso
país, isto ocorre principalmente porque o processo de urbanização está
completamente associado ao processo de industrialização.
O objetivo de se criar uma região
metropolitana é de integrar a organização, o planejamento e a execução de
funções públicas de interesse comum a todas as cidades envolvidas, tendo a
finalidade da melhoria dos serviços públicos para dar maior qualidade à
concentração populacional que no dia a dia pratica movimentos pendulares (ir e
vir) entre as cidades da região metropolitana.
No
Império Romano surge o conceito de território/fronteira – limites da soberania
dos Estados, não são eternas e sim resultado de um certo equilíbrio entre povos
ou Estados
A fragmentação do espaço em possessões feudais
desapareceu em partes do território europeu ao final da Idade Média ganhando uma nova base geográfica, definida, limitada por
fronteira, em que a soberania era do rei, e não do povo.
·
Séc. XV - Transição
da Idade Média para Idade Moderna: com o surgimento das monarquias
Absolutista no Renascimento desenvolve-se o conceito de Estado - Poder Territorial, governado pelas
monarquias.
·
Fim do século XVIII – O Estado Nacional é o
principal agente que organiza a sociedade em seu território.
Revolução Industrial
Mundo
dividido em Metrópoles e Colônias, sobretudo na África e na Ásia. Isto gerou as
guerras, desencadeando o processo de independência política das colônias e
assim o mundo se consolidou geopoliticamente em bipolar.
Países
do Eixo: Alemanha, Itália e Japão.
Países
Aliados: EUA, URSS, Inglaterra e França.
ESTADO – Instituição social politicamente organizada que exerce soberania sobre um
território. Trata-se de um espaço geográfico unificado por leis próprias e
submetido a um poder central.
Três fatores condicionam sua
existência:
· Território é o que se chama de PAÍS, base
física do Estado, espacialmente delimitado por fronteiras, sujeito à
sua soberania.
·
Governo representa as forças políticas
organizadas, comumente, em partidos políticos que assumem o poder no Estado.
· Povo refere-se ao conjunto de cidadãos que
habita o território sob jurisdição do Estado, com direitos e deveres que lhe
confere cidadania.
Fronteira é o limite físico
entre os territórios. É definida consensualmente ou não.
NAÇÃO – Agrupamento humano, em geral
numeroso, cujos membros fixados num território acham-se ligados por laços
históricos, culturais, econômicos e linguísticos.
Há muitas regiões no mundo que tem a intenção
de ser um Estado Nacional:
• Espanha (Províncias
da Galícia, Catalunha e Região Basca)
• Região dos Grandes Lagos na África (conflitos
em Ruanda e Burundi). Etnias hutu e tutsi
• Os Curdos: (Irã,
Iraque e Síria); Palestinos; Caxemires, Taiwan
• Ex republicas
soviéticas como a Georgia, Chechenos, Kosovo.
- Atualmente Estados Nacionais em crise? Tendo sua soberania questionada perante o processo de mundialização capitalista, o desenvolvimento econômico e político mundial abriu as fronteiras do Estado para as relações internacionais.
Estado
paralelo
Geopolítica:
refere-se às preocupações do Estado em relação às estratégias político--militares
necessárias a manutenção da soberania territorial e à expansão de sua área de
influência econômica e cultural nos planos regional e mundial.
- Remete a vários assuntos:
- Ações de guerra entre países.
- Ampliação da capacidade bélica.
- Recrutamento de contingentes militares.
- Disputas ideológicas entre defensores de regimes econômicos diferentes.
- Defesa de patrimônios e recursos naturais.
- Desenvolvimento e capacidade de influência de cultura.
Atualmente é utilizada para se
referir a praticamente todas as discussões políticas e econômicas
internacionais – encontros relativos ao meio ambiente global, reuniões da OMC
ou do FMI, da ONU, e os protestos contra eles, e blocos econômicos regionais.
As comunicações possuem uma
crescente importância política e estratégica, podendo gerar um conflito entre o
Estado (pessoal ligado à segurança e ao complexo militar) – e o mercado e à
sociedade civil e isto pode ocorrer porque a sociedade é complexa e
diversificada, contendo inclusive movimentos racistas, xenofóbicos, ONG`s e
movimentos ambientalistas que são sustentadas e fazem o jogo de grandes
empresas ou até instituições estatais e o mercado imbrica-se com o Estado.
Portanto as comunicações
fazem o papel de quarto protagonista na geopolítica nacional e mundial, cuja
importância aumenta com a democratização das sociedades, pois ainda é frágil
nos Estados autoritários. Isso é mais um indicador de que o jogo de poder no
cenário mundial cada vez mais deixa de ser uma exclusividade dos Estados
nacionais.
Portanto, é essencial ao desenvolvimento
econômico das nações.
O alicerce do sistema mundo é o capitalismo, dai as disputas de poder no espaço mundial ser
considerada consequência natural da competição e/ou dominação econômica, onde
as potências hegemônicas (transnacionais) possuem forte domínio e comando na
lógica do sistema global.
No capitalismo, a sociedade
está dividida em classes sociais e a maior parte dos meios de produção
(fábricas, bancos, comércio e terras) são propriedades privadas, ou seja,
pertencem a empresas particulares. A produção de mercadorias e a geração de
serviços destinam-se ao mercado, à comercialização. Nesse sistema, os que não
possuem os meios de produção (empregados) trabalham para os que os possuem, em
troca de um salário; os donos dos meios de produção (empresários) visam ao
lucro, ou seja, à ampliação do seu capital, representado por dinheiro, imóveis,
terras, veículos, máquinas, entre outros.
Mapa
mundi - Diferentes critérios para regionalizar:
De
acordo com aspectos físicos e naturais.
Natalidade
Mortalidade
Civilizações - Pela cultura dos povos (religião, hábitos, idiomas e costumes).
Mortalidade
Civilizações - Pela cultura dos povos (religião, hábitos, idiomas e costumes).
Entre outros: Associações
econômicas e sociais - G7, GO, G20, BRIC,Blocos Econômicos, Liga Árabe, OEA
Nível
de industrialização.
Regimes
políticos (Ideologia) – Guerra Fria (Primeiro, Segundo e Terceiro mundo).
Constituída
após a Segunda Guerra Mundial.
Assembleia
Geral: contem representantes de todos os países, cada um tem direito a voto sobre questões que afetam a todos. Porém, quando se trata de questões sobre a paz e a
segurança mundial, apenas apresentam recomendações.
Conselho
de Segurança: Composta por membros permanentes e dez rotativos eleitos pela
Assembleia Geral. Tem a função de aprovar o envio de tropas para patrulhar
regiões em guerra ou em processo de pacificação (capacetes azuis).
Os
recursos para a manutenção de suas atividades provém de países que compõe a
entidade, porém desigual, devido a capacidade econômica de cada país. Desta
forma, mantém sua força graças a autonomia
e força garantida pelos organismos que compõe a instituição, que
asseguram sempre decisões independentes dos interesses de quaisquer nações.
Estrutura
de Funcionamento – Organizações, Fundos e Programas.
OMS
(Saúde), OIT (Trabalho), UNESCO (Educação, ciência e cultura), PNUMA (Meio
Ambiente), UNICEF (Criança)
Problemas
que afetam a credibilidade da ONU:
·
Deterioração do respeito aos direitos humanos.
·
Inúmeras guerras e violentos conflitos desde
sua criação.
·
Intensificação do terrorismo.
·
Aumento do desequilíbrio de poder entre os
países.
·
Proliferação de doenças e epidemias.
·
Locais de extrema pobreza.
IDH –
Trata-se de sugerir estratégias para a compreensão das principais formas de
divisão e agrupamento dos países do mundo com base na mensuração ou indicação
do nível de desenvolvimento, afim de retratar e analisar a difusão da pobreza.
São
considerados três pilares básicos do desenvolvimento humano
·
Educação (acesso ao conhecimento) media de
anos de educação de adultos e a expectativa de anos de escolaridade para crianças
na idade de iniciar a vida escolar.
·
Saúde (uma vida longa e saudável) é medida
pela esperança de vida ao nascer (longevidade da população) e acesso as
condições sanitárias satisfatórias avaliada com base na taxa de mortalidade
infantil
·
Renda (padrão de vida) Rendimento Nacional
Bruto (RNB) per capita, expressa em poder
de paridade de compra em dólar.
Zero
– em países com nenhum desenvolvimento humano.
Um –
em países com pleno desenvolvimento humano.
Foi
publicado pela primeira vez em 1990. Em 2011 a metodologia usada para calcular
o IDH foi alterada passando a usar a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita.
Desigualdade
socioeconômica entre os países.
PIB representa a soma, em
valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa
determinada região ou país, durante um determinado período.
PIB
per capita é dividido pela quantidade de habitantes de uma região ou país.
Quanto
maior o PIB, mais demonstra o quando esse país é desenvolvido, porém o PIB per
capita é usado como indicador, pois quanto mais rico o país é, mais seus
cidadãos se beneficiam. O PIB possui apenas uma consideração, é possível que o
PIB aumente enquanto os cidadãos ficam mais pobres, e isso ocorre pois o PIB
não considera o nível de desigualdade de renda das sociedades.
Rendimento Nacional Bruto?
Corresponde ao valor que fica no país, que se obtém adicionando ao PIB os rendimentos primários recebidos do resto do mundo e subtraindo os pagos também ao resto do mundo.
Corresponde ao valor que fica no país, que se obtém adicionando ao PIB os rendimentos primários recebidos do resto do mundo e subtraindo os pagos também ao resto do mundo.
O que são os "rendimentos primários recebidos (ou pagos) do
resto do mundo"? São nomeadamente;
·
remunerações recebidas do (pagas ao) resto do mundo;
·
impostos sobre a produção e importação recebidos do (pagos ao) resto do
mundo;
·
subsídios recebidos (pagos) ao resto do mundo;
·
rendimentos de propriedade recebidos do (pagos ao)resto do resto do
mundo.
Esses dados são adotados pelo Banco
Mundial que foi criado na Conferência de Bretton Wodds, sob sua chancela existe
o BIRD (Banco internacional para a reconstrução e desenvolvimento) - tem como
objetivo a redução da pobreza e a promoção do desenvolvimento sustentável na
forma de empréstimos e assistência para o desenvolvimento de paises em dificuldade
e com bom antecedentes de crédito, obtem grande parte dos seus fundos na venda
de títulos nos mercados internacionais.
Crescimento econômico não é
necessariamente sinônimo de desenvolvimento. Uma economia ao crescer pode ter
parte de sua renda distribuída, ou pode, simplesmente, ampliar as desigualdades
sociais.
Embora, o PIB per capita e o RNB compare o grau de riqueza dos países por se
tratar de uma média, não exprime a realidade socioeconômica interna dos países,
ela não informa sobre a desigual distribuição de renda, tampouco sobre as
condições socioeconômicas e o bem estar humano nos países.




















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