sexta-feira, 10 de março de 2017

3 ANO_Regionalização do Espaço Geográfico Mundial



A regionalização do espaço geográfico mundial

        A divisão dos continentes.
      ·       Regionalizar significa dividir, classificar ou agrupar regiões de acordo com características comuns, de acordo com uma finalidade específica.

·                     Tem como objetivo exercitar uma visão processual no estudo da dimensão espacial dos fenômenos e acontecimentos que marcaram a geografia mundial tendo a finalidade de compreender o espaço mundial. Pode ser estabelecida segundo diferentes critérios e tendo em vista diferentes interesses: políticos, econômicos, administrativos, de divulgação de dados estatísticos e planejamento.
o   Brasil por regiões
o   América geográfica e/ou cultural.
o   África por natureza ou etnia/cultura.
o   Europa Oriental e Ocidental.

    ·             Pode também expressar uma relação de poder sobre territórios oficialmente delimitados.
h    


           A dinâmica dos países do globo muda com o decorrer da história em função de novas metodologias, conceitos e transformações dos arranjos socioeconômicos e geopolíticos entre os Estados. Mapa do passado não retrata os mesmos Estados de hoje.

·               Pode ocorrer em função de elementos da natureza e das sociedades.



A Regionalização Nacional
Regiões geoeconômicas: Divisão do Brasil por critérios econômicos
    A divisão oficial do Brasil em cinco regiões foi criada, em 1969, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    Antigas regionalizações do território brasileiro.




Brasil Natural


Uma outra proposta        

           Em 1967, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger propôs outra divisão regional para o país, dividindo-o em três regiões geoeconômicas ou complexos regionais.
          Baseando-se no processo histórico de formação do território brasileiro e levando em conta, especialmente, os efeitos da industrialização, buscou reflexão nos mais profundos contrastes do país.
          De acordo com Geiger, são três as regiões geoeconômicas: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.
        Essa organização regional favorece a compreensão das relações sociais e políticas do país, pois associa os espaços de acordo com suas semelhanças econômicas, históricas e culturais.
       Diferentemente da divisão proposta pelo IBGE (Modelo contemporâneo), os complexos regionais não se limitam apenas às fronteiras entre os Estados. Nessa regionalização, o norte de Minas Gerais, por exemplo, encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro está localizado no Centro-Sul.
      Essa organização regional é muito útil para a geografia, pois oferece uma nova maneira de entender a história da produção do espaço nacional.

Região geoeconômica Amazônia

      É a maior das três. Tem aproximadamente 5 milhões de km2, extensão que corresponde a quase 60% do território brasileiro. Compreende todos os Estados da região Norte, com exceção do extremo sul de Tocantins, além de abranger o oeste do Maranhão e praticamente todo o Mato Grosso.
           Apesar de sua dimensão, possui o menor número de habitantes do país. Em muitos pontos da região acontecem os chamados "vazios demográficos" (anecúmeno) e assim ocorrem muitos conflitos fundiários. A maioria da população está localizada nas duas principais capitais do complexo, Manaus e Belém.
       Na economia predominam o extrativismo animal, vegetal e mineral. Destacam-se também o polo petroquímico da Petrobras e a Zona Franca de Manaus que fabrica a maior parte dos produtos eletrônicos brasileiros.

Região geoeconômica Centro-Sul

         Abrange as regiões Sul e Sudeste (exceto o norte de Minas Gerais), Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o sul de Tocantins. Compreende aproximadamente 2,2 milhões de km2. É a região mais dinâmica do ponto de vista econômico. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as cidades de maior destaque.
O Centro-Sul é o principal destino de migrantes de diversos pontos do país e onde se encontra cerca de 70% de toda a população brasileira (área ecúmena).
Possui a economia mais diversificada, baseada na agricultura de exportação e, principalmente, na indústria. É responsável pela produção da maior parte do Produto Interno Bruto nacional.

Região geoeconômica Nordeste

      Com uma área de aproximadamente 1,5 milhões de quilômetros quadrados, é a segunda do país em população. Inclui o norte de Minas Gerais onde se localiza o Vale do Jequitinhonha e todo o Nordeste da divisão oficial (com exceção do oeste do Maranhão) .
        Historicamente, é a mais antiga do Brasil. É também a mais pobre das regiões, com números elevados de mortalidade infantil, analfabetismo, fome e subnutrição.
       A população do nordeste é mal distribuída. Cerca de 60% fica concentrada na faixa litorânea e nas principais capitais. Já no sertão e no interior, os níveis de densidade populacional são baixos, devido, em grande parte, à seca, o que ocasiona grandes fluxos migratórios para outras regiões brasileiras, inclusive para o litoral do próprio nordeste.

    Outra regionalização para um Brasil contemporâneo foi elaborada pelos geógrafos Milton Santos e Maria Laura Silveira, onde dividiram o Brasil em quatro regiões: a Amazônia, o Centro Oeste (incluindo Tocantins), o Nordeste e a que foi denominada região concentrada abrangendo os estados do sul e sudeste do Brasil. O critério para essa divisão regional é o acúmulo de ciência, tecnologia e informação, sendo a região concentrada a que apresenta os setores econômicos mais avançados do país.
        Região Metropolitana – são espaços urbanizados, atualmente delimitados pelos governos estaduais, que se estendem para além dos limites de um município e se caracterizam pela densidade de ocupação e pela concentração de atividades econômicas e intensos fluxos e relações no seu interior.
        Foram criadas para permitir o planejamento conjunto dos sistemas de transporte, saneamento, abastecimento, saúde e coleta de lixo (entre outros), já que os municípios que a compõem apresentam forte interdependência entre si em termos de infraestrutura.
       Urbanização: 
     O processo de conurbação (unificação de duas ou mais cidades) é uma das características dos grandes centrou urbanos do nosso país, isto ocorre principalmente porque o processo de urbanização está completamente associado ao processo de industrialização.
      O objetivo de se criar uma região metropolitana é de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum a todas as cidades envolvidas, tendo a finalidade da melhoria dos serviços públicos para dar maior qualidade à concentração populacional que no dia a dia pratica movimentos pendulares (ir e vir) entre as cidades da região metropolitana.


            No Império Romano surge o conceito de território/fronteira – limites da soberania dos Estados, não são eternas e sim resultado de um certo equilíbrio entre povos ou Estados
        A fragmentação do espaço em possessões feudais desapareceu em partes do território europeu ao final da Idade Média ganhando uma nova base geográfica, definida, limitada por fronteira, em que a soberania era do rei, e não do povo.
·         Séc. XV - Transição da Idade Média para Idade Moderna: com o surgimento das monarquias Absolutista no Renascimento desenvolve-se o conceito de Estado - Poder Territorial, governado pelas monarquias.
·         Fim do século XVIII – O Estado Nacional é o principal agente que organiza a sociedade em seu território.
          O mundo conhecido pelos europeus até o século XV.



Slide 11 - As grandes navegações.



Revolução Industrial



Mundo dividido em Metrópoles e Colônias, sobretudo na África e na Ásia. Isto gerou as guerras, desencadeando o processo de independência política das colônias e assim o mundo se consolidou geopoliticamente em bipolar.
Países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão.

Países Aliados: EUA, URSS, Inglaterra e França.


ESTADO – Instituição social politicamente organizada que exerce soberania sobre um território. Trata-se de um espaço geográfico unificado por leis próprias e submetido a um poder central.

Três fatores condicionam sua existência:
·        Território é o que se chama de PAÍS, base física do Estado, espacialmente delimitado por fronteiras, sujeito à sua soberania.
·         Governo representa as forças políticas organizadas, comumente, em partidos políticos que assumem o poder no Estado.
·      Povo refere-se ao conjunto de cidadãos que habita o território sob jurisdição do Estado, com direitos e deveres que lhe confere cidadania.
Fronteira é o limite físico entre os territórios. É definida consensualmente ou não.

NAÇÃO – Agrupamento humano, em geral numeroso, cujos membros fixados num território acham-se ligados por laços históricos, culturais, econômicos e linguísticos.

Há muitas regiões no mundo que tem a intenção de ser um Estado Nacional:
      Espanha (Províncias da Galícia, Catalunha e Região Basca)
       Região dos Grandes Lagos na África (conflitos em Ruanda e Burundi). Etnias hutu e tutsi
      Os Curdos: (Irã, Iraque e Síria); Palestinos; Caxemires, Taiwan

      Ex republicas soviéticas como a Georgia, Chechenos, Kosovo.
  1. Atualmente Estados Nacionais em crise? Tendo sua soberania questionada perante o processo de mundialização capitalista, o desenvolvimento econômico e político mundial abriu as fronteiras do Estado para as relações internacionais.
Estado paralelo

Geopolítica: refere-se às preocupações do Estado em relação às estratégias político--militares necessárias a manutenção da soberania territorial e à expansão de sua área de influência econômica e cultural nos planos regional e mundial.

  • Remete a vários assuntos:
  • Ações de guerra entre países.
  • Ampliação da capacidade bélica.
  • Recrutamento de contingentes militares.
  • Disputas ideológicas entre defensores de regimes econômicos diferentes.
  • Defesa de patrimônios e recursos naturais.
  • Desenvolvimento e capacidade de influência de cultura.
        Atualmente é utilizada para se referir a praticamente todas as discussões políticas e econômicas internacionais – encontros relativos ao meio ambiente global, reuniões da OMC ou do FMI, da ONU, e os protestos contra eles, e blocos econômicos regionais.
         As comunicações possuem uma crescente importância política e estratégica, podendo gerar um conflito entre o Estado (pessoal ligado à segurança e ao complexo militar) – e o mercado e à sociedade civil e isto pode ocorrer porque a sociedade é complexa e diversificada, contendo inclusive movimentos racistas, xenofóbicos, ONG`s e movimentos ambientalistas que são sustentadas e fazem o jogo de grandes empresas ou até instituições estatais e o mercado imbrica-se com o Estado.
      Portanto as comunicações fazem o papel de quarto protagonista na geopolítica nacional e mundial, cuja importância aumenta com a democratização das sociedades, pois ainda é frágil nos Estados autoritários. Isso é mais um indicador de que o jogo de poder no cenário mundial cada vez mais deixa de ser uma exclusividade dos Estados nacionais.
Portanto, é essencial ao desenvolvimento econômico das nações.

       O alicerce do sistema mundo é o capitalismo, dai as disputas de poder no espaço mundial ser considerada consequência natural da competição e/ou dominação econômica, onde as potências hegemônicas (transnacionais) possuem forte domínio e comando na lógica do sistema global.
       No capitalismo, a sociedade está dividida em classes sociais e a maior parte dos meios de produção (fábricas, bancos, comércio e terras) são propriedades privadas, ou seja, pertencem a empresas particulares. A produção de mercadorias e a geração de serviços destinam-se ao mercado, à comercialização. Nesse sistema, os que não possuem os meios de produção (empregados) trabalham para os que os possuem, em troca de um salário; os donos dos meios de produção (empresários) visam ao lucro, ou seja, à ampliação do seu capital, representado por dinheiro, imóveis, terras, veículos, máquinas, entre outros.

Mapa mundi - Diferentes critérios para regionalizar:

De acordo com aspectos físicos e naturais.
Tecnologia.

Natalidade

Mortalidade


Civilizações - Pela cultura dos povos (religião, hábitos, idiomas e costumes).

Entre outros: Associações econômicas e sociais - G7, GO, G20, BRIC,Blocos Econômicos, Liga Árabe, OEA
Nível de industrialização.
Regimes políticos (Ideologia) – Guerra Fria (Primeiro, Segundo e Terceiro mundo).

ONU



        Constituída após a Segunda Guerra Mundial.

        Assembleia Geral: contem representantes de todos os países, cada um tem direito a voto sobre questões que afetam a todos. Porém, quando se trata de questões sobre a paz e a segurança mundial, apenas apresentam recomendações.
       Conselho de Segurança: Composta por membros permanentes e dez rotativos eleitos pela Assembleia Geral. Tem a função de aprovar o envio de tropas para patrulhar regiões em guerra ou em processo de pacificação (capacetes azuis).

       Os recursos para a manutenção de suas atividades provém de países que compõe a entidade, porém desigual, devido a capacidade econômica de cada país. Desta forma, mantém sua força graças a autonomia  e força garantida pelos organismos que compõe a instituição, que asseguram sempre decisões independentes dos interesses de quaisquer nações.

Estrutura de Funcionamento – Organizações, Fundos e Programas.
OMS (Saúde), OIT (Trabalho), UNESCO (Educação, ciência e cultura), PNUMA (Meio Ambiente), UNICEF (Criança)

Problemas que afetam a credibilidade da ONU:
·         Deterioração do respeito aos direitos humanos.
·         Inúmeras guerras e violentos conflitos desde sua criação.
·         Intensificação do terrorismo.
·         Aumento do desequilíbrio de poder entre os países.
·         Proliferação de doenças e epidemias.

·         Locais de extrema pobreza.

IDH – Trata-se de sugerir estratégias para a compreensão das principais formas de divisão e agrupamento dos países do mundo com base na mensuração ou indicação do nível de desenvolvimento, afim de retratar e analisar a difusão da pobreza.

São considerados três pilares básicos do desenvolvimento humano

·         Educação (acesso ao conhecimento) media de anos de educação de adultos e a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar.

·         Saúde (uma vida longa e saudável) é medida pela esperança de vida ao nascer (longevidade da população) e acesso as condições sanitárias satisfatórias avaliada com base na taxa de mortalidade infantil

·         Renda (padrão de vida) Rendimento Nacional Bruto (RNB) per capita, expressa em poder de paridade de compra em dólar.

Zero – em países com nenhum desenvolvimento humano.
Um – em países com pleno desenvolvimento humano.

Foi publicado pela primeira vez em 1990. Em 2011 a metodologia usada para calcular o IDH foi alterada passando a usar a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita.

Desigualdade socioeconômica entre os países.

PIB representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região ou país, durante um determinado período.
PIB per capita é dividido pela quantidade de habitantes de uma região ou país.
Quanto maior o PIB, mais demonstra o quando esse país é desenvolvido, porém o PIB per capita é usado como indicador, pois quanto mais rico o país é, mais seus cidadãos se beneficiam. O PIB possui apenas uma consideração, é possível que o PIB aumente enquanto os cidadãos ficam mais pobres, e isso ocorre pois o PIB não considera o nível de desigualdade de renda das sociedades.
Rendimento Nacional Bruto?
Corresponde ao valor que fica no país, que se obtém adicionando ao PIB os rendimentos primários recebidos do resto do mundo e subtraindo os pagos também ao resto do mundo. 

O que são os "rendimentos primários recebidos (ou pagos) do resto do mundo"? São nomeadamente;
·         remunerações recebidas do (pagas ao) resto do mundo;
·         impostos sobre a produção e importação recebidos do (pagos ao) resto do mundo;
·         subsídios recebidos (pagos) ao resto do mundo;
·         rendimentos de propriedade recebidos do (pagos ao)resto do resto do mundo.

Esses dados são adotados pelo Banco Mundial que foi criado na Conferência de Bretton Wodds, sob sua chancela existe o BIRD (Banco internacional para a reconstrução e desenvolvimento) - tem como objetivo a redução da pobreza e a promoção do desenvolvimento sustentável na forma de empréstimos e assistência para o desenvolvimento de paises em dificuldade e com bom antecedentes de crédito, obtem grande parte dos seus fundos na venda de títulos nos mercados internacionais.

Crescimento econômico não é necessariamente sinônimo de desenvolvimento. Uma economia ao crescer pode ter parte de sua renda distribuída, ou pode, simplesmente, ampliar as desigualdades sociais.
 Embora, o PIB per capita e o RNB compare o grau de riqueza dos países por se tratar de uma média, não exprime a realidade socioeconômica interna dos países, ela não informa sobre a desigual distribuição de renda, tampouco sobre as condições socioeconômicas e o bem estar humano nos países.


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